Regulamento

Direitos
• Todos têm o direito de dar as suas opiniões e críticas, desde que tenham uma finalidade construtiva;
• Todos têm o direito de participar dos eventos, cursos, palestras, intercâmbio que o grupo organize, ou seja convidado a participar, levando em conta algumas limitações como o transporte, número limite de participantes, entre outros factores;
• Direito de utilizar os instrumentos e bens comuns do grupo dentro dos locais de treino e em alguns casos, com prévia autorização, poderão ser levados emprestados;
• Ter acesso a material de pesquisa e estudo, tanto da capoeira como das danças e ritmos complementares.

Deveres
• Fazer os pagamentos pontuais das mensalidades respeitando as datas limites, bem como os dos materiais adquiridos, sejam estes materiais de treino, instrumentos, cursos, oficinas e outra actividades de interesse do aluno;
• Respeitar o responsável pelo treino. Tentar não faltar aos mesmos e, em caso de não comparência, justificar previamente independentemente do motivo;
• Procurar trazer para o grupo material de pesquisa: livros, DVD, CD, material de uso frequente como arame, vergas e tudo o resto que possa ser de proveito comum;
• Procurar participar das apresentações do grupo, rodas de rua e todas as outras actividades que tenham como finalidade promover o nome e o trabalho que é a realizado;
• Conservação dos equipamentos de treino, cenários, figurinos, instrumental, instalações e tudo o que for se usufruto comum ao grupo.

Treino e Graduação
O objectivo do treino é fazer com que cada praticante se sinta bem física e mentalmente. Como complemento aos treinos diários deve-se ter em atenção a alimentação praticada, pois é preciso manter um nível satisfatório de proteínas no corpo, como forma de ajudar o rendimento atlético. Ainda aliado a este factor, vem o cuidado com os vícios, tais como o tabaco e o álcool, tendo cada o dever de assegurar de que, realmente, procura dar o seu melhor à capoeira. Porém, estas atitudes devem ser tomadas com gosto e com causa própria. Esta procura de um melhor rendimento físico e mental, fará com que um consiga alcançar a evolução natural mais rápido do que outros. Como forma de ajudar a orientar esta evolução, utilizamos um sistema de graduação, distinguindo o infantil e o do adulto. Definiremos primeiramente o segundo sistema e, posteriormente, o outro. De início poderá ser difícil para alguns compreender estes valores e aceitá-los. Só o tempo dirá e mostrará a verdadeira luz da capoeira, no entanto, definir cada grau de evolução para facilitar o trabalho dos alunos, é fundamental.

Sistema de Graduação

Graduação Infantil
grad_infantil
Graduação de Adulto

SEM CORDA: (ALUNO ASPIRANTE)
É o aluno que tem o seu primeiro contacto com a capoeira, as suas responsabilidades e objectivos são de ordem básica, tais como: não faltar aos treinos, procurar ter atenção e assimilar a ginga e as suas movimentações, os golpes e esquivas mais fundamentais, bem como os seus nomes, e ainda a parte rítmica da capoeira, instrumentos e músicas. A familiarização com o grupo é um factor de extrema importância, bem como com o responsável do treino. Todo o aprendizado à parte do já relacionado, trará ainda mais facilidades para a próxima etapa.
CORDA VERDE: (ALUNO BAPTIZADO)
É o começo da estrada, o seu objectivo é dar continuidade à parte básica e ao seu aprimoramento. Começa a acrescentar de forma inevitável o uso dos instrumentos, conhecimentos da história da capoeira, fundamentos do jogo e dos golpes, bem como a melhoria do aspecto físico (força, equilíbrio, de entre outros factores).

Música – Instrumental

  • Berimbau: Saber a sua origem, qual a função deste instrumento na roda e quais os tipos existentes e variações de sons, saber a parte funcional, tais como armar e desarmar, executar os toques de Angola, São Bento Pequeno e São Bento Grande de Angola, qual o fundamento de cada toque e a forma de como se deve jogar;
  • Pandeiro: Qual a sua origem, a função na roda e a quantidade de que se pode utilizar tanto na roda de Regional como na da Angola, saber afinar, tocar Angola, São Bento Pequeno e São Bento Grande de Angola;
  • Atabaque: A sua origem, a função deste instrumento na roda, saber afinar, e tocar Angola, São Bento Pequeno e São Bento Grande de Angola;
  • Agôgô: Saber acompanhar o ritmo dos toques de Angola;
  • Reco-reco: Saber acompanhar o ritmo de Angola;
  • Cânticos e Palmas: Saber acompanhar os vários ritmos de uma roda de capoeira através das palmas e saber todos os coros cantados, bem como ter um repertório próprio de músicas e canta-las, aprimorando-se assim na parte musical e melhorando e muito a qualidade das rodas.

História

  • Saber a história do surgimento da capoeira no Brasil, suas várias etapas desde o surgimento até à época moderna;
  • Saber quem foram o Mestre Bimba e Mestre Pastinha.

Fundamentos de Roda
Quais são os elementos básicos para uma roda de capoeira ser realizada, saber tocar instrumentos, bater palmas, cantar, jogar, respeitando os fundamentos de cada toque, as regras prática que se utilizam durante o jogo, como se compra um jogo, saber entrar e sair das ” chamadas de angola”, e para que servem. A utilização da “volta ao mundo”, quando se deve fazer e para que serve, saber fazer visitas a outras rodas e receber praticantes de outros grupos nas nossas, e sempre levando e praticando a filosofia do grupo como forma de estar e praticar a capoeira.

Danças

  • Samba de Roda;
  • Maculêlê;
  • Puxada de Rede.

Fundamentos dos Golpes
Como se executam a nível técnico e quais os seus objectivos, saber o nome de cada um deles, mesmo que em certos caso não o executem com precisão. Este aprendizado será dividido em golpes traumatizantes e desequilibrantes, movimentações de defesa e floreios.

CORDA AMARELA: (ALUNO INICIANTE)
É a afirmação do que acha que quer na capoeira. O corda amarela já vem com a obrigação de ter os conhecimentos bem assimilados enquanto corda verde e vai agora, nesta nova fase, auto afirmar-se e acrescentar como forma de melhoria de jogo o improviso, aumentando a capacidade física e adquirindo ainda melhores conhecimentos no que diz respeito a…

Música – Instrumental

  • Berimbau: Obrigação de ter os conhecimentos do corda verde, acrescentando a capacidade de confeccionar este instrumento, e acrescentar a aprendizagem dos toques de Iuna, São Bento Grande de Bimba e Benguela, bem como o fundamento de cada um dos toques e a forma de os jogar;
  • Pandeiro: Conhecimentos da corda verde, acrescentado os toques de Samba de Roda, e já conseguir manter improvisos (repiques);
  • Atabaque: Conhecimentos da corda verde, acrescentado o Maculêlê e Puxada de Rede;
  • Agôgô: Saber fazer o acompanhamento dos ritmos de Samba de Roda e Maculêlê;
  • Reco-reco: Saber fazer o acompanhamento do ritmo do Samba de Roda.

História
Saber a história da capoeira em Recife, Salvador e Rio de Janeiro, o surgimento da capoeira na Europa, a forma actual de como vem sendo praticada e as tendências para o futuro.

Roda
Todos o conhecimentos da corda verde, bem como conseguir segurar o ritmo de uma roda e a energia e saber jogar todos os toques respeitando os fundamentos.

Danças
Aprender Coco, Ciranda, Frêvo e Caboclinhos.

CORDA AZUL: (ALUNO INICIANTE)
Pode iniciar o aquecimento de uma aula, sob orientação, como forma de colocar à prova a sua capacidade de liderança e a assimilação dos métodos de treino. Neste nível de graduação o aluno já vem com um nível de aprendizado bastante amplo, os seus objectivos actuais são os de ter capacidade de trabalho e produção dentro do grupo, cantar músicas, levantar o coro, cuidar de detalhes (que para alguns não parecem importantes e que porem, são de total importância para o grupo), como a manutenção dos instrumentos, pesquisas, intercâmbios com outros grupos, a divulgação do nosso trabalho, juntamente com o nome do grupo, etc. … A melhoria nos aspectos físico, técnico e mental, viver realmente a capoeira, pratica-la com todos os seus benefícios e até mesmo consequências. O corda Azul ainda terá de acrescentar aos seus conhecimentos na área da:

Música – Instrumental

  • Berimbau: Conhecimento do corda verde e corda amarela, acrescentando o toque de Cavalaria, Santa Maria, Samba de Roda e Samango, o fundamento de cada toque e a forma como se joga;
  • Pandeiro: Conhecimento de corda Verde, corda Amarela, acrescentando o toque de embolada e conseguir fazer já com um bom nível improvisos e acompanhamento geral;
  • Atabaque: Acrescentar o Samba de Roda, Barra Vento, Afoxé, Isexá e Congo, saber fazer o acompanhamento de todos os toques e conseguir improvisar;
  • Agôgô: Tocar os ritmos de Isexá, Afoxé, e aprofundar-se nos toques Afros.

História
Conhecimento da corda verde e corda amarela, aprofunda-se nas pesquisas sobre temas relacionados com a capoeira e as danças realizadas no Grupo.

Danças
Saber dançar, mesmo que de forma inicial, todas as danças desenvolvidas pelo grupo.

Golpes
Acrescentar ao aprendizado as sequências de balões de mestre Bimba.

CORDA VERDE/AMARELA: (ALUNO GRADUADO)
Pode liderar todo um treino na academia, onde o Professor ministra aulas, sempre sob orientação deste. Tendo o aluno esta graduação e vontade de assumir perante o Grupo algum trabalho relacionado com a capoeira, depois de uma avaliação mais profunda feita pelo Mestre Marco António, deve neste período realizar actividades de carácter Social, sem que seja remunerado. Entendendo que este período é parte fundamental no começo da sua formação como futuro professor, está a amadurecer e a adquirir ainda mais conhecimentos. Tem de ter no mínimo 18 anos de idade, três anos activos na prática da capoeira e o 9º ano de escolaridade, podendo só se abrirem excepções a casos discutidos e aprovados pelo conselho directivo.
CORDA VERDE/AZUL: (ALUNO GRADUADO)
Pode, se quiser, dar continuidade ao trabalho social iniciado enquanto corda Verde-Amarela e começar um trabalho remunerado sob supervisão do Mestre Marco António. Está em fase de transição no grupo, a aprimorar todos os conhecimentos e adquirindo ainda mais experiência. Já tem por obrigação, ter uma visão mais profunda da capoeira e ajudar de forma activa o desenvolvimento do Grupo.

CORDA AMARELA/AZUL: (ALUNO ESTAGIÁRIO)
Deve dar continuidade ao seu aprendizado e, se demonstrar capacidade, continuar a desenvolver o trabalho iniciado enquanto corda Verde-Azul.O trabalho realizado por este aluno deve ser remunerado, com excepção do trabalho sem fins lucrativos ou especificados no complemento do regulamento interno.
CORDA VERDE/AMARELA/AZUL: (ALUNO FORMADO)
É para o seu Professor ou Mestre um momento esperado durante todos os anos de trabalho árduo. O aluno passa aqui para o nível dos instrutores formados, já anda com as próprias pernas, abre-se um novo horizonte na sua vida de capoeirista. O respeito, humildade, perseverança, força e certeza do que se quer e pode dar à capoeira, são sentimentos e ideias que tomam conta dos seus pensamentos. Aqui o aluno já pode baptizar, usar o seu nome junto ao símbolo do Grupo, e tem como obrigação conhecer o Brasil, visitando rodas e aprimorando os seus conhecimentos.
CORDA BRANCA COM PONTA VERDE: (MONITOR OU INSTRUTOR)
Já possui alunos graduados e um bom trabalho em andamento, tem por obrigação compreender, ajudar, ensinar, apoiar, levando sempre a todos os custos a filosofia do grupo.
CORDA BRANCA COM PONTA AMARELA: (PROFESSOR)
Elemento de primordial importância, aqui ele já possui todas as qualidades necessárias para manter o grupo. No entanto, o caminho para a mestria é longo, deve-se neste estágio procurar o equilíbrio interior, e a sabedoria dos Mestres mais antigos e experientes.
CORDA BRANCA COM PONTA AZUL: (CONTRA-MESTRE)
É quando se prepara para a mestria, se evolui psicologicamente no seu trabalho, procurando levar a todos os lados a nossa forma de estar e viver a capoeira. Viajar, divulgar o nosso trabalho e procurar ainda mais conhecimentos, para poder dividir as suas experiências com todo o grupo, é factor fundamental.
CORDA BRANCA: (MESTRE)
Ser mestre é ter toda a vivência necessária para ser a raiz do grupo e sustentar todo o resto. Como se costuma dizer, não é ganhando uma corda, que se tem o reconhecimento do mundo capoeirístico e sim através do trabalho, tempo, dedicação e amor à arte. Tendo conseguido alcançar estes objectivos é que pode sentir-se Mestre, e ser reconhecido como tal, começando-se então um novo aprendizado, ainda mais profundo,”…Sou discípulo que aprendo, sou Mestre que dou lição…”.

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